PROLAPSOS GENITAIS

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Prolapsos genitais, também conhecidos como prolapsos vaginais são bastante comuns na população, principalmente em mulheres acima dos 50 anos. “São causados, normalmente, por alterações na estrutura que sustenta os órgãos da cavidade pélvica, incluindo uretra, bexiga, útero, intestinos, sigmóide e reto”, explica Dr. Gustavo Cruz, médico urologista de Foz do Iguaçu - PR.

O conjunto de músculos responsável por manter os órgãos na posição adequada é chamado levantador do ânus, e tem o auxílio de uma série de ligamentos que também ajudam na sustentação dos órgãos.

“Quando ocorre uma fraqueza no levantador do ânus e nos ligamentos, os órgãos da cavidade pélvica tendem a sair pela vagina devido a constante pressão exercida pelo abdômen sobre eles”, complementa o especialista.

O enfraquecimento ou relaxamento desses músculos e ligamentos pode ser decorrência de:

  • histerectomia (retirada do útero);
  • cirurgias vaginais ou abdominais prévias;
  • múltiplos partos vaginais;
  • parto prolongado;
  • obesidade e menopausa;
  • e idade acima dos 50 anos.

 

Subdivisões:

Quando a BEXIGA está prolapsada - CISTOCELE;
Quando o ÚTERO está prolapsado - PROLAPSO UTERINO;
Quando o INTESTINO está prolapsado - ENTEROCELE;
Quando o RETO está prolapsado - RETOCELE;

 

Sintomas:

O prolapso vaginal geralmente não apresenta sintomas no início e a mulher só costuma perceber o problema quando o prolapso se torna acentuado. É quando ela percebe uma protuberância (como se fosse uma pequena bola) saindo pela vagina, além de uma sensação de peso na vagina, desconforto vaginal, dor durante a relação sexual e constipação intestinal.

 

 

Cerca de 40% das pacientes com incontinência urinária apresentam algum tipo de prolapso vaginal, o que leva à considerarmos a incontinência urinária como um primeiro sintoma de que o suporte do assoalho pélvico está com problemas. A incontinência urinária de esforço e, menos frequentemente, incontinência fecal, devem ser corrigidas juntamente com o prolapso, tendo em vista que são decorrentes do mesmo problema.

Para diagnosticar o problema, é fundamental procurar por um especialista, que poderá realizar alguns exames, como: exame físico e  também a ressonância nuclear magnética com e sem esforço.

 

Tratamentos:

A fraqueza muscular por si só não pode ser corrigida apenas com exercícios, sendo necessário intervenção cirúrgica para reforçar as estruturas e o suporte da parede vaginal e ligamentos de sustentação.

Como o problema é generalizado em todo o assoalho pélvico, geralmente os prolapsos aparecem associados com vários órgãos prolapsados ao mesmo tempo. Por isso o tratamento de prolapsos deve ser feito em conjunto, para restaurar a anatomia de todo o assoalho pélvico.

A cirurgia pode ser feita totalmente pela vagina, totalmente pelo abdômen ou utilizando as duas abordagens combinadas.

 

Sigam Dr. Gustavo Cruz também no Instagram @dr.gustavocruz - Fontes de informações: Associação Europeia de Urologia, Sociedade Brasileira de Urologia e literatura médica. Jornalista responsável: Daniela Pereira – Mtb/PR 8120 - Direitos reservados.

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