Disfunção Erétil

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Obter uma ereção é um processo que inclui elementos físicos, hormonais e psicológicos. O pênis é constituído por tecido mole, esponjoso e elástico que se enche de sangue para aumentar de tamanho e se tornar rígido. À volta do tecido esponjoso e da próstata existem nervos que enviam sinais para que os vasos sanguíneos forneçam o sangue. Estes sinais são controlados pelo hormônio masculino – testosterona.

 

O que é a Disfunção erétil?

A disfunção erétil é uma patologia sexual masculina comum. Consiste na incapacidade de obter ou manter uma ereção que permita atividade sexual satisfatória. Pode ocorrer ocasionalmente ou regularmente, com ou sem causa evidente. Alguns homens com disfunção erétil não conseguem obter qualquer ereção.

A disfunção erétil é mais comum depois dos 40 anos e pode ter um impacto negativo na qualidade da vida.

 

A Disfunção erétil é frequente?

É uma patologia comum nos homens de todas as idades e etnias. O risco de Disfunção Erétil aumenta com a idade.

O que pode causar Disfunção erétil?

Uma causa comum de Disfunção erétil é a doença cardíaca. Outras causas comuns são:

  • Diabetes
  • Lesão nos nervos do pênis ou da área pélvica
  • Cirurgia pélvica
  • Radioterapiana área pélvica
  • Baixos níveis de testosterona
  • Doença neurológica, ex. Parkinson

 

Disfunção erétil e doença cardiovascular

Ambas possuem fatores de risco comuns, como a obesidade, o tabagismo, o colesterol elevado a hipertensão arterial e a falta de exercício físico. A disfunção erétil pode ser um sinal precoce de doença cardíaca, uma vez que problemas com a circulação sanguínea afetam a função erétil. É por este motivo que os homens com disfunção erpetuk devem procurar ajuda médica para rastreio de doença cardíaca.

 

Disfunção erétil e problemas urinários

A disfunção erétil está frequentemente associada a problemas urinários, como frequência urinária, noctúria e urgência. Frequentemente estes sintomas estão relacionados também com hiperplasia benigna da próstata, a HBP. Não é claro se os sintomas urinários podem causar disfunção erétil, mas, em geral, a disfunção erétil agrava-se à medida em que os sintomas urinários se agravam.

 

Fatores psicológicos de risco para a disfunção erétil

Alguns problemas psicológicos têm sido associados com a Disfunção Erétil:

  • Ansiedade
  • Depressão
  • Sentimentos de anomalia da personalidade
  • Baixa de autoestima
  • Incapacidade para descrever emoções
  • Estresse

As ideias sociais sobre a forma como o homem e a mulher devem interagir também contribuem para a Disfunção Erétil. Estas podem incluir expectativas irrealistas sobre amor e sexualidade, e modelos masculinos e femininos inapropriados.

Por vezes, a Disfunção Erétil não é só a causa, mas também o resultado de relações não satisfatórias ou disfuncionais.

 

 

A disfunção erétil pode ser dividida em seis categorias:

Psicogênica: de origem emocional. Por exemplo: nervosismo e estresse.

Hormonal: quando há desequilíbrios hormonais. Por exemplo: níveis elevados de prolactina (hormônio produzido na hipófise, situada no cérebro e relacionado com a produção de leite na mulher) e níveis baixos de testoterona (hormônio sexual masculino).

Neurogênica: devido a distúrbio do sistema nervoso central ou nervos periféricos. Por exemplo: alcoolismo, diabetes, trauma raquimedular e esclerose múltipla.

Arterial: quando o problema está nas artérias que irrigam o pênis. Por exemplo: arterioesclerose, traumatismo pélvico.

Disfunção veno-oclusiva (cavernosa): quando o problema está no sistema venoso de drenagem sanguínea do pênis. Por exemplo: trombose da veia peniana.

Farmacológica: em decorrência do uso de substâncias medicamentosas: diuréticos, tranquilizantes, anti-hipertensivos, antidepressivos, corticosteróides, estrógeno, progesterona, tabaco, anfetaminas, opiáceos e cocaína.

 

Tratamentos disponíveis:

Vacuoterapia: o índice de satisfação gira em torno de 55% dos casais americanos submetidos,  tendo desvantagem pelo fato de que a ereção não deve se prolongar por mais de trinta minutos.

Auto-injeção intracavernosa de drogas vasoativas:

Papaverina – atualmente sua utilização isolada foi abolida devido às complicações que pode causar, sendo a mais temível a fibrose dos corpos cavernosos ou o priapismo, levando a uma lesão irreversível do órgão eretor.

Prostaglandina E1 (PGE1) – bastante eficiente, com sucesso em 79% dos casos, independentemente da causa que levou à disfunção sexual. O efeito colateral mais importante é a dor no local da aplicação e que ocorre em 40% dos pacientes.

Associação da PGE1, fentolamina e papaverina – permite a utilização de doses muito pequenas de cada droga, com sucesso superior a 95% dos casos de impotência de qualquer etiologia. É praticamente isenta de efeitos colaterais e não causa dor peniana. Raramente ocasiona priapismo.

Implante de prótese:

Semi-rígidas: 98% de sucesso (a mais usada no Brasil).

Infláveis 97% de sucesso (devido ao alto custo é raro seu uso no Brasil).

A complicação mais importante do uso de próteses é a infecção, que pode ocorrer em até 10% dos casos.

Tratamento oral:

Sildenafil – vasodilatador, inibidor da 5 – fosfodiesterase, enzima presente no corpo cavernoso do pênis e que está envolvida no mecanismo de ereção. Necessita ser administrado 1 hora antes da relação sexual. Promove sérios efeitos colaterais em pacientes cardíacos que usam vasodilatadores do tipo nitratos. Apresenta 76% de sucesso no tratamento da disfunção erétil de diferentes etiologias.

Fentolamina – bloqueador alfa-1 e alfa-2 adrenérgico do sistema nervoso simpático que também está envolvido no mecanismo da ereção peniana. Deve ser administrado 30 minutos antes da relação sexual, tendo como único efeito colateral a congestão nasal, apresentando 66% de sucesso. Apesar de estar à venda no Brasil, ainda não foi aprovado pelo F.D.A. nos Estados Unidos, onde permanece sob investigação científica.

 
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