Câncer de Próstata

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O Câncer de Próstata é um tumor maligno na próstata. Há diversos estágios. O seu tratamento vai depender das características específicas do tumor.

 

O que é a próstata?

A próstata é uma glândula localizada no trato urinário inferior, abaixo da bexiga, e à volta da uretra (Fig.1). Apenas os homens têm próstata, responsável por produzir parte do líquido que constitui o esperma.

A próstata contém músculos lisos que ajudam a expulsar o esperma para o exterior durante a ejaculação. A próstata saudável é aproximadamente do tamanho de uma noz grande e tem 15-25 mililitros de volume. A próstata aumenta lentamente de tamanho à medida que o homem envelhece.

O termo médico para a próstata que aumentou de tamanho é hiperplasia benigna da próstata (HBP).

Uma próstata saudável no trato urinário inferior

Devido aos avanços dos métodos de diagnóstico e ao aumento da expectativa de vida, hoje detectam-se mais casos de Câncer de Próstata. O cancro da próstata é o cancro mais comum dos homens idosos. A taxa de sobrevivência é alta quando o diagnóstico é realizado no início, com chances de mais de 90% de cura.

 

Fatores de risco

Existem diversos fatores de risco conhecidos para o Câncer de Próstata, dos quais a idade é o mais importante. O Câncer de Próstata é raro em homens mais jovens até os 40 anos e desenvolve-se geralmente acima dos 65 anos. Uma história familiar de Câncer de Próstata aumenta o risco.

 

O crescimento das células do Câncer de Próstata

Um tumor desenvolve-se quando as células começam a crescer mais que o normal. O crescimento das células do Câncer de Próstata ata está ligado aos hormonios sexuais masculinos. A testosterona é o androgênio mais importante. Os androgênios são produzidos quase exclusivamente nos testículos.

 

Sintomas

Na maioria dos casos, o Câncer de Próstata é assintomático, o que significa que não existem sintomas que o indiquem de forma clara. A maioria dos casos  é detectada após um teste para verificar o nível de antigenio específico da próstata (PSA) no sangue. Se o nível de PSA no sangue for elevado, o seu médico irá recomendar mais exames para averiguar qual a causa deste aumento. Um teste PSA por si só nunca pode ser utilizado para diagnosticar cancro da próstata.

Os instrumentos mais frequentes para avaliar a sua próstata são o teste PSA e um toque rectal (TR). O seu médico pode recomendar estes testes se apresentar sintomas urinários, que poderão incluir a necessidade de urinar mais frequentemente do que o habitual, uma súbita vontade de urinar que é difícil de adiar, ou uma perda involuntária de urina ou gotejar de urina para as cuecas. Muitas vezes, estes sintomas apontam para outros problemas, mais frequentemente a hiperplasia benigna da próstata (HBP). Também poderão ser um sinal de Câncer de Próstata avançado, razão pela qual poderá ser necessário fazer diversas análises antes do médico poder fazer um diagnóstico definitivo.

Baseado nos resultados destes exames, o seu médico pode recomendar uma biópsia prostática. Tenha em mente que a biópsia prostática é o único exame que pode confirmar o diagnóstico de cancro da próstata.

Devido o Câncer de Próstata ser geralmente assintomático, o médico poderá recomendar testes PSA regulares. O pedido desta análise depende de vários fatores, como idade e história familiar do paciente.

Diagnosticado o Câncer de Próstata, o urologista definirá o estágio do tumor. Analisando o tecido tumoral recolhido durante a cirurgia ou biópsia, o patologista determinará as características do tumor e se é ou não uma forma agressiva. Em conjunto, o estádio e a agressividade do tumor formam a classificação.

A classificação do tumor na próstata é usada para estimar o seu prognóstico individual. Baseado neste prognóstico individual, o seu médico irá discutir a melhor opção terapêutica para o seu caso.

 

Sintomas em estágio avançado

O Câncer de Próstata é geralmente assintomático, o que significa que não existem sintomas claros que o indiquem. Na maioria dos casos, os sintomas são causados pela hiperplasia benigna da próstata (HBP), ou por uma infeção. Se o Câncer de Próstata causar sintomas, é habitualmente um sinal que a doença progrediu. Por isso, é importante que seja observado por um médico para compreender o que está a causar os sintomas.

Os sintomas podem incluir:

  • Sintomas urinários como aumento da frequência urinária ou um jato urinário fraco
  • Sangue na urina
  • Problemas de ereção
  • Incontinência urinária
  • Perda do controlo intestinal
  • Dor nas ancas, costas, peito, ou pernas.
  • Fraqueza muscular das pernas

A dor óssea pode ser um sinal que o cancro se disseminou pelo organismo. Conhecido como doença metastática.

 

Câncer de Próstata Localizado

Câncer de Próstata localizado significa que o tumor está limitado à próstata, e não alastrou para outras partes do corpo. Pode ser um tumor T1 ou T2, dependendo das dimensões e da localização na próstata.

T1 significa que o tumor é demasiado pequeno para ser palpado no toque retal (TR) ou visível numa TAC. Os tumores T1 são confirmados por biópsia e classificados com a, b, ou c, dependendo da análise do patologista.

Um tumor T2 significa que pode ser palpado durante o TR, mas ainda está limitado à próstata. O seu médico vai também classificá-lo como a, b, ou c, dependendo das dimensões e se envolve ou não um ou mais lobos da próstata (Fig. 1 e 2).

Se foi diagnosticado com Câncer de Próstata  localizado, o seu médico pode recomendar o tratamento com uma abordagem conservadora, prostatectomia radical, radioterapia, ou novas técnicas experimentais. Cada tratamento tem as suas vantagens e desvantagens. A escolha vai depender da sua situação individual.

 

Opções de tratamento

As opções de tratamento mais frequentes para o Câncer de Próstata  localizado são a abordagem conservadora, prostatectomia radical e radioterapia. Qual o protocolo de tratamento mais indicado para si depende:

  • Das características do tumor
  • Da sua história clínica
  • Da sua idade
  • Dos tratamentos disponíveis no seu hospital
  • Das suas preferências pessoais
  • Da rede de apoio disponível

Na abordagem conservadora o médico monitoriza o tumor e o crescimento deste, recomendando tratamento adicional quando necessário. Este tratamento está geralmente indicado quando o tumor tem um baixo grau de Gleason.

A prostatectomia radical é o tratamento cirúrgico em que toda a próstata e as vesículas seminais são removidas.

O seu médico pode ainda recomendar a radioterapia. Este tratamento danifica e mata as células cancerosas. Este tratamento pode consistir em radioterapia externa ou em braquiterapia [radioterapia interna].

 

Câncer de Próstata Localmente Avançado

O Câncer de Próstata  localmente avançado refere-se a um tumor que se desenvolveu para fora da próstata. Poderá ser um tumor T3 ou T4, dependendo da localização e das dimensões desse crescimento para fora da próstata. T3 significa que o tumor se desenvolveu apenas para fora dos limites da próstata ou para as vesículas seminais; um tumor T4 significa que o câncer invadiu o colo vesical, o esfíncter urinário, o reto ou o pavimento pélvico (Fig. 1 e 2).

No caso de Câncer de Próstata  localmente avançado, o médico pode recomendar tratamento de espera vigilante/vigilância ativa, prostatectomia radical, ou uma combinação de radioterapia e hormonoterapia. Cada tratamento tem as suas vantagens e desvantagens e a escolha dependerá da situação individual do paciente.

 

Opções de tratamento

As opções de tratamento mais comuns para o Câncer de Próstata localmente avançado são a espera vigilante, a prostatectomia radical e uma combinação de radioterapia e hormonoterapia. A escolha do melhor protocolo de tratamento para a situação do paciente depende dos seguintes aspetos:

  • Características do tumor
  • A história clínica
  • A idade
  • As preferências e valores pessoais do paciente

Na espera vigilante, o médico agendará consultas regulares para monitorizar o estado de saúde do paciente e recomendará outros tratamentos quando surgirem sintomas. Este tratamento é geralmente indicado se não reunir condições clínicas para prostatectomia radical, radioterapia ou hormonoterapia, o que poderá estar relacionado com a idade ou com qualquer problema de saúde que possa tornar estes tratamentos perigosos para.
A prostatectomia radical é o tratamento cirúrgico no qual toda a próstata e as vesículas seminais são removidas, podendo ser realizada por cirurgia aberta ou laparoscópica. Se tiver Câncer de Próstata  localmente avançado, geralmente necessitará de um tratamento adicional após a cirurgia, que poderá ser radioterapia , hormonoterapia ou a combinação das duas.
Em alternativa à cirurgia, o médico poderá recomendar radioterapia para curar o câncer. Este tratamento lesa e mata as células cancerosas, sendo uma opção de tratamento comum para tumores localmente avançados. No Câncer de Próstata  localmente avançado a radioterapia é sempre combinada com hormonoterapia.
A hormonoterapia afeta a produção de testosterona no organismo. O objetivo é parar o crescimento do tumor; é também conhecida como terapia de privação androgénica (TPA).

O Câncer de Próstata  pode alastrar para outros órgãos ou para os gânglios linfáticos fora da região pélvica. Isto é chamado doença metastática. Os tumores em outros órgãos ou gânglios linfáticos são chamados metástases. O médico pode recomendar o tratamento da doença metastática com hormonoterapia.

É importante que compreenda que a doença metastática não pode ser curada. Em vez disso, o médico tentará atrasar o crescimento do tumor e das metástases com o objetivo de proporcionar ao paciente a possibilidade de viver mais tempo e com menos sintomas.

 

O que é o cancro da próstata metastizado?

Se o Câncer de Próstata  metastizar, geralmente alastra para os ossos ou para a coluna. Num estágio mais avançado, o Câncer de Próstata  pode também alastrar para os pulmões, fígado, gânglios linfáticos distantes e para o cérebro (Fig.1). A maioria das metástases provocam uma subida do antigénio específico da próstata (PSA) no sangue.

As metástases na coluna podem causar sintomas como dor intensa nas costas, fraturas espontâneas, compressão dos nervos ou compressão da medula espinhal. Pode também ser assintomáticas. Em casos raros, as metástases nos pulmões podem provocar tosse persistente.

A imagiologia pode ser usada para detectar as metástases. As metástases ósseas podem ser visualizadas na cintigrafia óssea. Uma TAC pode ser aconselhada para obter mais informação detalhada sobre as metástases ósseas, ou para detetar metástases no fígado, pulmões ou cérebro.

 

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