Vaporização Prostática

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O tratamento operatório da  Hiperplasia Prostática Benigna - HPB - possuía várias modalidades, que eram escolhidas dependendo do tamanho da próstata: próstatas não tão grandes era indicada a cirurgia endourológica padrão (Ressecção Transuretral da Próstata – RTU), e no caso de próstatas maiores a cirurgia aberta ou a laparoscópica.

A Urologia acompanha as inovações tecnológicas e hoje conta com técnicas menos invasivas de tratamentos e cirurgias para os pacientes, como a Plasma Vaporização Prostática, a tecnologia que utiliza energia bipolar.

Atualmente, a Plasma Vaporização da Próstata vem chamando a atenção como uma excelente alternativa endourológica (sem cortes) para o tratamento minimamente invasivo da Hiperplasia Prostática Benigna, principalmente nas próstatas maiores.

O Plasma é um estado da matéria criado aplicando energia a um gás, cuja característica é ter alta energia e temperatura em um mínimo espaço e com grande controle, proporcionando o suficiente para a vaporização da próstata de maneira segura.

A alta energia em forma de calor penetra com grande precisão na cirurgia da próstata, assegurando menor sangramento e menor tempo de internação. Na maioria dos casos, o paciente recebe alta sem precisar de sonda urinária no dia seguinte ao procedimento. É, sem dúvidas, uma alternativa mais moderna e segura à RTU clássica e a melhor opção para próstatas grandes.

 A cirurgia da próstata por vídeo conhecida como Ressecção Transuretral da Próstata (RTU ), onde através de um sistema de micro-câmeras e uma alça de ressecção por corrente elétrica, é possível reduzir o volume prostático, retirando camadas (seccionando por pedaços) e alargando a passagem da urina (na uretra ), que antes estava comprimida pela Hiperplasia Benigna da Próstata ( HPB). Com a vaporização, há diminuição do volume da próstata sem a necessidade de cortá-la.

A HBP

É a doença benigna prostática mais comum em homens com mais de 50 anos, e apresenta problemas urinários que variam desde uma simples dificuldade de esvaziar a bexiga a outros mais severos.

A Vaporização da Próstata com Plasma proporciona melhor controle de sangramento e maior segurança. Isso porque usam novas formas de energia - plasma e laser - ao invés do bisturi elétrico utilizado, a partir da década de 50, para a realização da cirurgia conhecida como RTU monopolar.

Os riscos também diminuem: o paciente corre menos risco de ter sangramentos; de precisar fazer nova cirurgia; de transfusão sanguínea; e outras complicações operatórias que ocorrem durante o processo da RTU, por exemplo.

A técnica a ser escolhida em cada caso dependerá das características de cada paciente, da disponibilidade e da experiência do cirurgião com cada método.

 

Plasma

A cirurgia por plasma é baseada no princípio de utilização de uma bolha de gás condutora de energia que, ao tocar a próstata, transforma o tecido em vapor;
• menor difusão térmica;
• pode ser associada com a ressecção da próstata bipolar sem mudança de equipamento;
• baixos índices de ardência para urinar;
• realizada pela uretra, sem cortes;
• não há limitação de tempo de duração da cirurgia;
• tempo de sondagem - em média 12 a 24 horas;
• tempo de internação - em média 24 a 48 horas;
• rápido retorno às atividades habituais.

 

Abaixo ilustrações e dados de uma fabricante de equipamento de vaporização (Olympus), que destaca os benefícios do sistema Plasma Vaporização Prostática, como:

  • 65% menos de necessidade de transfusão de sangue;
  • 58% menos riscos de retenção de coágulos;
  • o tempo de internação cai de 3.4 para 2.8 dias;
  • o índice de readmissão (quem precisa fazer novamente a cirurgia)  é 64% menor;
  • o tempo de cateterização cai de 2.1 dias para 1.87 dia.

 

 

Sigam Dr. Gustavo Cruz também no Instagram @dr.gustavocruz  Fontes de informações: Associação Europeia de Urologia, Sociedade Brasileira de Urologia e literatura médica. Jornalista responsável: Daniela Pereira – Mtb/PR 8120 - Direitos reservados.

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