CISTITE INTERSTICIAL

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Cistite intersticial é uma dor pélvica crônica e aumento da frequência urinária que ocorre na ausência de qualquer etiologia conhecida. Condição rara, tratável, porém, incurável que permanece como um enigma para a urologia.

Ocorre predominantemente em mulheres, apenas cerca de 10% dos casos em homens.

 A cistite intersticial é denominada por alguns como bexiga dolorosa e inclui dor na bexiga e uretra, necessidade de acordar à noite para urinar, necessidade de correr para o banheiro para urinar (Urgência miccional), necessidade de ir ao banheiro mais do que 8 vezes por dia, ardência ao urinar e sem a presença de infecção urinária.

Acredita-se que entre 250-500 mil pessoas sofram com esse tipo de problema nos Estados Unidos depois dos 40 anos. Os sintomas podem desaparecer totalmente por mais ou menos 8 meses e depois recorrerem.

Causas:

As causas ainda são desconhecidas sobre o que leva uma pessoa a desenvolver Cistite Intersticial. Estudos sugerem que a CI é uma síndrome onde componentes neuronal, imune e endócrino, apresentam um papel na ativação de células MAST (células que desencadeiam resposta inflamatória).

 

Diagnóstico:

O diagnóstico adequado é fundamental para a realização do tratamento e orientação do paciente com bexiga dolorosa. Para chegar ao diagnóstico é preciso excluir várias doenças que possam levar a sintomas parecidos. Sendo necessária a solicitação de vários exames.

 

Tratamento:
O tratamento da Cistite Intersticial consiste em aliviar os sintomas, o paciente e o médico devem entender que não existe uma cura certa ou uma simples forma de tratamento que resolva os sintomas de todos os pacientes. Geralmente várias drogas com variadas combinações são necessárias para se atingir um resultado satisfatório.

 

Opções terapêuticas:

1- Hidrodistensão;
2- Restrições alimentares, tais como cafeína, álcool, alimentos ácidos, etc.;
3- Medicamentos (antidepressivos tricíclicos, anti-histamínicos, pentosanpolisulfato de sódio- análogo da heparina, analgésicos);
4- Tratamento com drogas por instilação no interior da bexiga ( DMSO, ácido hialurônico, BCG, oxibutinina, Capsaicina, Resinaferatoxina);
5- Tratamento cirúrgico;

 

Sigam Dr. Gustavo Cruz também no Instagram @dr.gustavocruz - Fontes de informações: Associação Europeia de Urologia, Sociedade Brasileira de Urologia e literatura médica. Jornalista responsável: Daniela Pereira – Mtb/PR 8120 - Direitos reservados.

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